Dica de Leitura com a Nessa*


Oi meus queridos, tudo bem?

Andei um tempinho sumida, mas hoje estou voltando com uma dica de leitura distópica, para que gosta do gênero. Bora conferir??



O doador de memórias


O Doador de MemóriasSinopse


Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. 

Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. 
Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. 
Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. 
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. 



Quando eu vi o lançamento deste livro pela editora Arqueiro, fiquei bem curiosa para ler, ainda mais quando descobri que seria lançado filme nos cinemas. Resumindo, acabei não indo ao cinema, mas  o livro me surpreendeu.

Digo isso, porque não sabia que este livro era um relançamento da editora, que inclusive sua primeira capa é bem diferente. E outra, eu não havia lido a sinopse, então fui pega de surpresa.

Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1993 com o título "O doador", sendo que o tema dele seria o top nos dias de hoje. "Fiquei de boca", quando li os primeiros capítulos, e vi que ele era uma história distópica (gosto, mas não é meu gênero favorito).

Como todo distópico alguma coisa acontece quando a pessoa atinge uma determinada idade, e aqui não é diferente. Aqui a questão é a profissão, Jonas tem 11 anos, e quando fizer 13 anos lhe será atribuído uma profissão e isso está o deixando bem preocupado. Jonas quer muito saber o que lhe vai ser atribuído e é numa cerimônia que ele fica sabendo que será o novoGuardião de Memórias.

Uauu, ele terá que guardar memórias de tudo que aconteceu, mas tudo mesmo, desde o seus antepassados. Então é aí que ele começa a sentir coisas que nunca sentiu, ou que jamais imaginou.

Escolhida, AComo todo livro distópico, aqui tem toda uma organização das famílias, pais e filhos. Tudo com sua denominação, e cada um terá sua profissão quando atingir essa idade. A partir do momento que Jonas recebe sua incumbência, os treinos começam e aos poucos ele vai descobrindo muita coisa dos antepassados. E o mais interessante são os sentimentos que lá ele vê, como o amor, algo que desconhece.

Eu curti o livro, mas confesso que não favoritei e não pretendo ler a sequência. Na verdade fiquei muito admirada quando vi que era um distópico, e a premissa não me fisgou como eu imaginava que seria.

O livro é fininho, menos de 200 páginas, se lê numa sentada. Para quem gosta do gênero é uma bela pedida. A série é composta por 4 livros, sendo que a editora Arqueiro acabou de lançar o segundo.





E vocês, já leram? Alguém assistiu ao filme??





Vanessa Pereira

Na ilha [Resenha]

Olá gente tudo bem? E finalmente saiu uma resenha, preparem os forninhos corações, por que a resenha de hoje está SURPREENDENTE!


Na ilha- Tracey Garvis Graves
Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.
Primeiramente, quando vi a sinopse e se tratava de um adolescente com câncer, jurei que seria mais um livro tipo A culpa é das estrelas, mas mesmo assim fui em frente com o livro. E tarãaan, não tem nada a ver, é outra história, outra narrativa e gente que livro foi esse?

Tudo começa quando T.J e Anna estão no avião indo para a casa de veraneio nas Maldivas, porém o piloto passa mal (ataque cardíaco) e o avião simplesmente cai no mar. Anna e T.J tentam boiar, segurar nos destroços, qualquer coisa para continuarem vivo. Até que encontram uma ilha. 

E é aí que a história fica surpreendente em casa página. Imagina duas pessoas que mal se conhecem, que são pessoas da cidade grande e ficam "presas" numa ilha?!

Cada página do livro é o ponto de vista de Anna ou de T.J, algo que eu gosto muito, pois sempre podemos saber o que o outro personagem está pensando e etc.

Anna e T.J tentam sobreviver na ilha, comendo coco, guardando a água da chuva, fazendo cabana para se abrigarem, é tipo Naufrago, mas muito melhor. Todos os acontecimentos da ilha me surpreendiam, não esperava tal rumo dos personagens e nem da história.

Eu fiquei lendo o livro até 1:30 da manhã, pois queria saber o que iria acontecer no outro dia, no outro e depois e depois. Um certo dia, um helicóptero sobrevoou a ilha onde eles estavam, mas não deu tempo de fazer um sinal de fumaça e lá perderam uma oportunidade de sair dessa ilha. As esperanças começaram a ficar cada vez mais distantes e viver na ilha seria o destino deles. (Será?!).

Confesso que da metade para o final, me cansou um pouco, ficou uma novela sabe?! Mas mesmo assim valeu muito a leitura. E esse é um daqueles livros que mexe contigo sabe? Daqueles que você quer gritar para o mundo quem você ama, pois nunca sabemos o dia de amanhã.

 Não quero estragar as surpresas do livro, mas o final como a maioria do livro, foi surpreendente! Vale muito a pena ler, deem uma chance e se aventure numa ilha com esses dois personagens e descubram o que realmente vale a pena nessa vida!